Bem Vindos!!!


Vou (vamos) esmiuçar os conceitos, paradigmas e ideias sobre o desenvolvimento do comportamento Humano, desde a concepção da vida até ao último suspiro.


- Como se desenvolve a adquisição do Conhecimento?

- Quem nós fornece a sabedoria?

- Quando possuiremos TODO o conhecimento necessário a fim de poder exercer a nossa cidadania plena?



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

a) Etapas de Investigação seguidas neste estudo foram:
Elaborou-se uma Pergunta de partida que não está sobre a forma de pergunta, mais sim sobre a forma de objecto de estudo. “ Conhecer qual ou quais as representações sociais que os mass média possuem em relação a violência em contexto escolar”. É interpretada igualmente por todos. Não “fecha “ o assunto, permitindo ser melhorado (“No entanto, deixa-nos uma pista para investigações futuras”). Indica, também, que o estudo se dirige, como estudo final, à violência em meio escolar; é realista e coerente com os meios humanos e materiais de que o autor dispõe; não julga a forma como os mass media abordam e classificam a violência escolar, mais compreende que existem várias formas de expor o mesmo assunto.
Fez-se a Exploração ao consultar alguns autores que estão discriminados na bibliografia da investigação. Assim fez-se a validação teórica da investigação. Não consigo depreender, se houve entrevistas, mais provavelmente não.
Desenvolveu-se uma problemática elaborando um quadro teórico que tratou o problema levantado pelo objecto de estudo: 1º Tempo: com as leituras da fase exploratórias, estabelecerem-se os pontos de referência, por exemplo: O que é violência? (estudos de Fisher, 1994 e Alain Guillote, 1999) Qual a representação da violência em meio escolar? (Goes, 2002); 2º Tempo: Considerando os pontos de referência encontrados em 1, tentar inter-relacioná-los e elaborar “a problemática” que guiará finalmente o trabalho e que em muitos casos reformula a pergunta inicial. Neste caso, a problemática da investigação centrou-se na sensibilidade da autora (pois foi ela que conceptualizou a partir dos dados) e nas opiniões de Maria Emília Costa e Dulce Vale (1998); no momento actual, temos de saber distinguir a violência que de facto existe nas nossas escolas e a violência que nos é transmitida pelos mass média. A partir desta etapa, os jornais são incluídos na investigação.
Criou-se um Modelo de Análise Os conceitos encontrados anteriormente, vão ser articuladas para orientar o resto da investigação. A conceptualização aparece, por exemplo, quando se discriminam os tipos de violência a considerar (bulling, vandalismo). A formulação de hipóteses, surge, por exemplo, quando se escolhem os meses a investigar (ex: optou-se por analisar o mês de Fevereiro, porque por hipótese, era o mês do carnaval, logo associado a mais violência)
Procedeu-se à Observação directa, Os dados observados (o nº das noticias que referiam situações de violência escolar, ou situações onde o tema fosse abordado, por ex. seminários), durante os meses considerados, foram comparados de várias formas: os jornais entre si; os dados observados em comparação com as informações sobre violência cedidos pelo ministério. Em suma: Observar o que?; ocorrências de violência e temas relacionados na imprensa; observar em quem?; em informação impressa; Observar como? Recolhendo informações sem se dirigir aos interessados.
Analisaram-se as informações Confrontaram-se os resultados com as hipóteses formuladas (por ex. não se verificou que em Fevereiro, por ser uma época propensa à violência, esta aumentasse) é uma análise de conteúdos.
Finalizou com as Conclusões que encontram-se no último parágrafo; refere as linhas do procedimento e o objecto de estudo, refere também novos conhecimentos sobre o assunto (as notícias sobre a violência são em maior número na época de férias), e novos assuntos a serem investigados. Os contributos da investigação também são referidos: O problema de violência escolar é também um problema social.
b) Paradigma da investigação predominante na investigação Na minha opinião, o paradigma predominantemente é o qualitativo. A concepção da questão a abordar baseia-se no Fenomenologismo: aparentemente a violência aumentou no contexto escolar, investigou-se o porque. O investigador teve uma posição discreta e foi ele o principal instrumento da investigação, escolhendo e compreendendo os dados (descritivos) que ia encontrando. Orientou a investigação para o processo: Como caracterizar a violência?, quais os actos violentos que existem?. O investigador enquadrou a investigação no contexto, quando conceptualizou a partir do texto de Gustave-Nicola Fisher (1994) (“..que leve em consideração o peso do contexto social e as condições económicas”). Os dados foram recolhidos com um fim indutivo, pois, pretende-se generalizar a partir deles (dados). É holístico, pois o investigador tem em conta a realidade global, por exemplo: também tem em consideração o porque dos indivíduos serem violentos.

c)Técnicas de recolha de dados utilizados. É baseado numa análise documental. A abordagem é orientada para o problema (objecto de estudo), partindo das informações contidas nas fontes secundárias lidas (estudos de Fisher, 1994 e Alain Guillote, 1999; Goes, 2002, etc.) trabalhou-se com as fontes primárias (inadvertidas pois estas fontes não tinham a intenção de estudar o tema da violência) que foram os jornais. Não foram utilizados dados confidenciais. A natureza dos dados é qualitativa e não consciente. A selecção dos documentos: escolheram-se os jornais impressos durante três meses específicos (provavelmente devido ao tempo disponível para a investigação), e analisaram-se os conteúdos (não foi uma análise crítica) pois, segundo Krippendorf, (1980, 21), assim fazem-se “inferências válidas e repetíveis a partir dos dados e em relação ao seu conteúdo”.


Bibliografia:
-Bell, Judith (1997), Como realizar um projecto de investigação, Lisboa, Gradiva
-Quivy, Raymond; Luc Van Campenhoudt (1992), Manual da investigação em Ciências Sociais; Lisboa, Gradiva
-Paradigmas Quantitativos e Qualitativos, Adaptado de: Carmo, Hermano; Manuela Malheiro Ferreira (2008), Metodologia da Investigação, Lisboa, Universidade Aberta (pp.223-264).

INICIAÇÃO À INVESTIGAÇÃO EDUCACIONAL

a) A pergunta da partida: Não está claramente discriminada, porém, podemos deduzir que a pergunta orienta para objectivar a utilidade do programa EDUCAUNET por parte dos jovens em idade escolar: educar para uma utilização crítica da internet.

A exploração: Leituras: Para não cair numa “bulimia livresca”, e atendendo à bagagem teórica da autora (e ao tempo disponível para a investigação), esta consultou as bibliografias discriminadas no fim do texto que estamos a analisar e cujos títulos sugerem que são obras com temas e conhecimentos transversais e relacionadas com a pergunta inicial e que postos em confronto com a investigação em causa, vão atribuir desta forma, a validade teórica do trabalho; Entrevistas exploratórias: Ao entrevistar os intervenientes no programa, surgirão novas abordagem, novas pistas para a pergunta inicial. Neste caso, não consigo apreender se houve entrevistas exploratórias.

A problemática; Nesta etapa, elabora-se o quadro teórico que irá tratar o problema levantado pela pergunta inicial e faz-se em duas etapas:
1º Etapa: com as leituras da fase exploratórias, estabelecerem-se os pontos de referência. Neste caso foram: o uso seguro da internet; o papel dos pais, a impotência dos pais face ao desconhecimento do funcionamento da internet (“Como defende Seymour Papert (1997),…, mas muitos sentem-se também alienados dessa realidade que eles próprios desconhecem” in -…….)A proibição da internet e a colocação de filtros nos sistemas operativos como estratégia ineficaz contra o problema (Núria Quintana, 2001)
2º Etapa: Considerando os pontos de referência encontrados na etapa 1, tentar inter-relacioná-los e elaborar “a problemática” que guiará finalmente o trabalho e que em muitos casos reformula a pergunta inicial. Neste caso, a problemática da investigação, poderia ser, que tipo de competências e em que situações, podem-se adquirir pela utilização do EDUCANET a fim de que a internet não oferece mais riscos do que vantagens. No texto, a problemática surge em cada jogo do Kit. (por exemplo, o problema da credibilidade das informações existentes nos sites)

A construção do modelo de análise; Consiste em articular as pistas e as fronteiras que orientarão e enquadrarão as duas fases seguintes. Esta articulação resulta na formulação de conceitos e hipóteses. A conceptualização é o resultado de numa dedução, que neste caso estará na própria dinâmica dos jogos do kit EDUCAUNET (a cada performance atribui-se um indicador que por sua vez validará um conceito). Uma das Hipóteses (sendo estas proposições que explicam um fenómeno com um conceito), nesta investigação, pode ser: A utilização quotidiana da internet faz com que os jovens tenham noção dos riscos que nela existem. Esta hipótese, é falsa, pois os indicadores atribuídos à utilização quotidiana assim o determinaram. Eu suma: as hipóteses que constroem o modelo de análise estarão dependentes dos conceitos explorados em cada jogo da maleta pedagógica.

A observação Acontece em três planos: submeter os dados observados (os resultados obtidos em cada jogo, os dados pertinentes) para a verificação (ou não) das hipóteses; circunscrever o local e definir quem vai ser observado (os alunos de algumas das escolas do concelho de Faro) e definir quais os instrumentos que vão ser utilizados para observar, neste plano os instrumentos são: o jogo pedagógico e os relatórios redigidos pelos alunos após participarem nos jogos.

A análise das informações No texto não existe referência clara à análise das informações obtidas na observação, contudo, como a investigação baseia-se numa aplicação informática é provável que existam suportes no próprio jogo que permitam auferir e relacionar os scores e performance obtidos com os comportamentos que se espera serem desenvolvidos.

As conclusões:


b) Quais as competências desenvolvidas pela utilização do PROGRAMA EDUCAUNET que se traduzem numa utilização crítica, responsável e útil da internet por parte dos jovens?
Os critérios que a pergunta obedece são:
Critério de clareza, pois é compreendida por todos e não limita o tema uma vez que não enumera as valências, permitindo assim o enriquecimento do tema. A pergunta traça a direcção a seguir: qual a vantagem ou importância da implementação deste programa na sociedade actual onde teremos de ser cuidadosos e ponderar os riscos e os benefícios da internet.
Critério de exequibilidade, pois existem recursos humanos (prof. educadores e pais) e recursos técnicos (numa sala com computadores, eventualmente utilizando salas com melhores condições, por exemplo, numa universidade) que permitem auferir as valências exploradas no EDUCAUNET.
Critério de pertinência, pois não julga (mais compreende que o programa em análise possui mais-valias para os utilizadores). Embora pré – conceba a existência de benefícios, a pergunta admite várias respostas (resposta aberta) e não descarta e existência de situações menos positivas na exploração do programa em estudo (por exemplo: os pais acham que a curiosidade dos jovens, que podemos considerar como uma competência desenvolvida pelo EDUCAUNET, provocará um “esquecimento” daquilo que foi aprendido no programa). Em último lugar, a pergunta complementa os estudos que de facto existem sobre os riscos aos quais estão expostos os jovens na internet e a necessidade de os educar a “navegar “ de uma forma crítica (Os estudos referidos são, entre outros, os de Seymore Papert e Núria Quintana)
c)

A internet é algo que se pode comparar a uma das sete maravilhas do mundo. Embora tenha tido o seu advento no passado século, continua a afectar as nossas vidas numa forma cada vez mais intensa. Mudou a forma como lidamos com o mundo e apresenta-se como um desafio na procura constante de novas formas de vida na sociedade moderna. Deixámos de ter necessidade de um endereço físico ou de ficar em casa aguardando pelos amigos para poder ter uma conversa ou até para constituir uma banda de garagem. Quase tudo ficou ao alcance de um simples “click”. O mundo está onde o quisermos, está sob o nosso controle, ao alcance das nossas mãos. O tempo e o espaço são variáveis que assumiram dimensões diferentes do convencional.
Tudo isto é maravilhoso mas devemos ser cautelosos e balancear os benefícios e os riscos. Podemos deparar-nos com muito mais riscos do que imaginamos. Basta pensar em práticas fraudulentas, pessoas que usam falsas identidades ou em conteúdos desaconselháveis a menores.
Uma forma de resolver estas questões é a criação de filtros que actuam como escudos. Outra é a prevenção através da educação proactiva.

ENSAIO

Quais as diferenças, (em termos de professores, estudantes, tecnologias, interacções e ambiente de aprendizagem) entre o Ensino a Distância de 2º Geração e a Educação a Distância de 3º Geração?


Várias gerações de Educação a distância, porque?

Segundo Moran, Educação a distância é a educação que acontece num ambiente onde aprendentes e instruidores não ocupam o mesmo lugar temporal (normalmente) nem físico (como no conceito de educação tradicional). São as ferramentas oferecidas pelas tecnologias que concretizam a comunicação entre os intervenientes. O desenvolvimento tecnológico ofereceu à Educação a distância, inovações que revolucionaram as várias Gerações de Ensino a distância. Muito caminho ainda falta percorrer, até que as todas as potencialidades tecnológicas sejam implementadas produtivamente na Educação a distância. Embora suportada nas tecnologias, não podemos excluir como propulsionadores do desenvolvimento em EaD, o próprio desenvolvimento das sociedades modernas onde o “aprender ao longo da vida” é um dos seus estandartes e a poupança de recursos, própria das sociedades capitalistas actuais (mais alunos, menos salas de aulas físicas, maior poupança).

-Várias perspectivas.
Foram vários os autores que se debruçaram sobre as o estudo das Gerações de EaD: Moore, Kearly, Nipper ou Taylor. Todas elas explicitam o desenvolvimento que houve nesta forma de ensino. Em quase todas, as gerações são analisadas em função do tipo de ferramentas utilizadas para comunicar (multidirencionais, bidireccionais ou unidireccionais), do papel do professor, do papel do estudante, da tecnologia utilizada e do ambiente onde ocorre a instrução. Para estabelecer as diferenças entre 2ª e 3ª Geração representadas na figura, vou utilizar a perspectiva de Nipper (1989).

-2ª Geração de EaD segundo Nipper:
Baseia-se na utilização dos meios de telecomunicação como ferramentas para a transmissão de saberes. Chamada de Geração multimédia, acresce à utilização da escrita (da 1ª Geração, ensino por correspondência) a utilização de cassetes, rádio, televisão ou telefone. No geral, este conjunto de ferramentas permitem uma interacção pouco eficaz entre Prof. e aluno e podemos considera-las de bidireccionais, embora muito pouco activa. Não existe interacção entre os alunos, isto implica um certo isolamento na aprendizagem (o que contraria as teorias construtivistas da aprendizagem defendidas por Piaget e Vygotsky). A abordagem instrucional é o instrutivismo que é fundamentado nas teorias behavioristas. (Para haver uma aprendizagem significativa, autores há que defendem a coexistência das duas abordagens). O ambiente de aprendizagem (pode ser em casa, no escritório) centra-se no conhecimento, o professor tem o papel de Ensinar conteúdos para que os estudantes se apropriem dos mesmos e aumentem o seu saber.

-3ª Geração segundo Nipper:
Esta terceira Geração surge com a utilização dos computadores em rede ou seja, com o aparecimento da internet. Este novo ambiente de aprendizagem caracteriza-se por ser bidireccional, multi-direccional síncrono ou assíncrono, onde, não só a comunicação Prof.-aluno acontece, mais também a comunicação entre alunos. No ambiente de aprendizagem, passa a fazer parte o computador, e é centrado na comunidade com a qual constrói o seu saber nas partilhas que realiza quando interage com todos os participantes, efectuando assim uma aprendizagem colaborativa (que tem a sua fundamentação nas teorias construtivistas de Piaget). O papel do professor é o de Treinador (mais do que instrutor) e orientador da aprendizagem. Ele tem de fornecer conteúdos, acompanhar a aprendizagem, esclarecer conceitos, a fim de que se alicercem em cada estudante, estruturas capazes de ultrapassarem os aspectos críticos adjacentes à EaD.

-A minha fundamentação
Não se entende uma sociedade senão pela sua educação. Eu lí uma vez o seguinte: “A Educação é aquilo que nos sobra quando esquecemos todo o resto”
O conceito formal, não formal e informal, atribuído à Educação (para todos e para sempre), juntamente com as necessidades de capacitação profissional exigidas a todos, nas sociedades contemporâneas, justifica uma mudança dos ambientes educativos.
A EaD, pode ser um ambiente, por excelência para que se concretize essa mudança
Ao longo das várias Gerações de EaD estudadas, concluo que com o aperfeiçoamento das tecnologias de comunicação, os níveis de escolaridade que utilizam a EaD também foram aumentando (actualmente existem Mestrados e Doutoramentos em ambiente, embora parcial, de EaD). Esta penetração em quase todos os níveis de ensino justifica o próprio valor educativo da EaD. As ferramentas utilizadas passaram de assíncronas (one- way, onde há muito pouco diálogo entre Prof. e aluno) para síncronas ( multi- way, maior interactividade).
Para além das tecnologias e do nível de educação, também o tipo de aprendizagem promovida também evoluiu: começou-se por privilegiar a aprendizagem baseada nas teorias behavioristas, e passou-se a privilegiar uma aprendizagem colaborativa baseada nas teorias de Vysgotsky onde a interacção social entre aprendentes e entre Prof. aluno é fundamental para a aprendizagem. Mesmo à distância, deixamos de estar isolados.
Também houve mudanças nos papeis de Professores e alunos. O Professor passou de instrutor a facilitador ou mediador da aprendizagem: o aluno por sua vez modificou o seu papel de passivo para activo.
Em todas as Gerações de EaD, existe uma distância transaccional que tem de ser trabalhada e minimizada. Distância transaccional pode ser descrita como uma distância que não sendo métrica, está assente na separação geográfica (distância física) que existe entre os intervenientes do EaD. É uma distância psicológica (que se traduz pela qualidade das interacções dos participantes), pedagógica (traduzida pela estrutura dos programas) e emocional (que se traduz no grau de autonomia para a aprendizagem). Partindo desta definição e aplicando-a à 2ª Geração de EaD, posso idealizar que só um programa bem estruturado aplicado, por sua vez, a alunos com um grau de autonomia razoável conseguiria vencer a barreira da distância transaccional desta Geração (uma vez que o diálogo existente neste caso, 2º geração, é insuficiente). Voltando a idealizar: na 3ª Geração, se os programas estiverem bem, estruturados, e se os aprendentes forem detentores de uma grande capacidade na sua autonomia de aprendizagem, o desafio está ganho, pois existem ferramentas para se fazer uma interacção de qualidade (chat, vídeo - conferência, fóruns). Estas situações “ideais” ou “prováveis”, podem fazer parte dos objectivos a ter em consideração quando se pensa em fornecer uma aprendizagem por EaD. A formação de uma aula - virtual (na 3ª Geração), tem de ter em conta: o nível da aprendizagem (Formais, não formais e informais); o tema do curso (não pode ser um curso sobre provas de vinhos, é incompatível); o número de alunos abrangido (dependem dos objectivos a atingir) e o nº de horas on line necessárias (totalmente on-line ou b-learning)
Uma aprendizagem em EaD, é um cenário educativo contemporâneo cujas gerações caminham (e caminharam) para a sincronia, a presencialidade (virtual, ou parcial).
Poderíamos pensar que a medida que as gerações de EaD, se desenvolvem, o papel do Prof. é secundário, tal não corresponde á verdade. O Prof. é a peça que faz mexer o sistema (Brichoff, 2000; Salomon, 2000). Após o curso estar delineado, cabe ao Prof. facilitar a aprendizagem de forma directa (com perguntas estruturadas, ou conceitos) ou de uma forma indirecta (ou seja ensinar a pensar e a reflectir) (Berge, 1995; Harasim; et al, 1995; Rowntree, 1995); Organizar e planificar o curso (Mason, 1989, Berge, 1995; Rowtree, 1995; Dugleby, 2000); Promover o ensino colaborativo num grupo que se quer coeso e activo (Mason, 1989; Berge, 1995; Rowntree, 1995) e por último, cabe ao Prof. diminuir o fosso tecnológico entre os alunos (Berge, 1995). Estas tarefas todas atribuídas ao papel de Prof., servem, na minha opinião, sobretudo, para aumentar a confiança dos alunos e promover o sucesso da aprendizagem.
Acabo, voltando a utilizar o Texto de Moran. Estamos a caminhar para um novo ensino a distância. Interactividade é a palavra forte. Com as novas tecnologias, mesmo à distância poderemos interagir em tempo real, dando outra dimensão a aprendizagem e dando mais um carácter humano ao ensino a distância. Para isso é fundamental que os “profissionais que educam”estejam preparados para tirar partido de todas as funcionalidades disponíveis. É também necessário, que existam condições para que o acesso as tecnologias seja igual para todos.


Bibliografia:
• (1) J. Vermeersch (coord.). (2006). Iniciação ao Ensino a Distância, Brussel, Het Gemeenschasonderwijs. Cap. 1, 3, 4 e 6
• (2) Moran, J.M. (2005). “O que é a Educação a Distância”,
• (3) Morgado, L. (2001). “O papel do professor em contextos de ensino online: Problemas e virtualidades”, Discursos, III Série, nº especial, pp. 125 -138, Univ. Aberta
Ficha de leitura
“Comunidades dinâmicas para o aprendizado na internet”. Lucena, M. (1998) In Revista Brasileira de Informática na Educação, Nº 2.
Ideias principais da autora
A internet é uma Enciclopédia Humana, em constante crescimento, de fácil e rápido acesso e com objectivos amplos, que tem de ser encarado como uma nova forma de adquirir conhecimentos: as informações antes escritas (livros) tornam-se digitais (computadores). O conhecimento não se limita a sala de aula. Logo, os recursos oferecidos pelo factor Internet, devem ser organizados e administrados a fim de que sejam utilizados, de uma forma positiva e produtiva. O modelo instrucional (Win, 1993) tem de ser reajustado tendo em conta a falta de limites no tempo da navegação (na internet) e na falta de limites na exploração de conteúdos. Esta nova sociedade de informação estimula os professores a adaptarem a sua maneira de ensinar às novas formas de adquirir informação. O conhecimento constrói-se, pois, de uma forma mais aberta, cooperativa, criativa e inovadora. A “oficina de aprendizagem”( Lucena, m. & Forman, 1991) ou “ comunidade de aprendizagem” (Wilson, 1997) é um novo conceito de sala de aula “virtual” onde” um grupo de pessoas interagem … organizam .. apoiam … com …objectivo preestabelecido, ou para cumprir..tarefa” (Marisa Lucena, 1998, pag. 107). Nesta nova Comunidade Dinâmica para o Aprendizado (novo paradigma educacional), há partilha de controlo e de ideias; incluindo o professor, todos aprendem com as experiências, aprendem a aprender e desenvolvem habilidades metacognitivas. É um ambiente exigente em termos de “intencionalidade, análise, crítica, selecção, organização e categorização dos conhecimentos”
Para que estas comunidades funcionem, têm de ter certas características ou naturezas (“distribuição do controlo e dos resultados da aprendizagem … compromisso com a geração e compartir o novo conhecimento … actividades flexíveis e negociadas … membros autónomos … incentivo ao trabalho cooperativo …”), e respeitarem requisitos (“capacidade de adaptação … criatividade e inovação … cruzamento entre as fronteiras de métodos e de disciplinas tradicionais … apreciação de diversidades multi - perspectivas e temas ligados a conhecimentos epistemológicos”) Como participar? Através de e-mail (individual), ou utilizando listsev, gophers ou www. Nesta troca de mensagens tanto beneficiam os de menores capacidades metacognitivas como os especialistas. O comportamento do grupo depende do factor “humano”, logo não é completamente previsível. Pode ser escalonado em níveis (individual, interpessoal e grupo) que por sua encaixam-se em várias dimensões psicológicas e que percorrem vários estádios de desenvolvimento (formação, storming, norming, desempenho e separação). A liderança (fundamental) do grupo serve para direccionar e monitorizar os objectivos propostos para o projecto. As interacções dentro desta comunidade dinâmica abrem caminho para: ter a noção que há coisas para aprender, procurar e receber ajuda, aceder a fontes de conhecimento, compartilhar a solução do problema, guardar as informações encontradas, repetir os processos utilizados. Os elementos dos grupos mantêm-se unidos ou porque acham que são uma mais-valia no grupo, ou por lealdade ou ainda porque acham que mesmo sendo inferior a sua participação é importante.
Teorias/autores em que a autora se apoia
Desenho Instrucional, Win, 1993; Teoria sócio – histórico - cultural de Vysgotsky, 1997; Teorias construtivistas de Scardamalia & Bereitier, 1994, Teorias sobre o comportamento humano de Cole &Nast-Cole, 1992; Dimensões psicológicas do comportamento em grupo de Ancona, 1987; Teorias sobre os diferentes tipos de grupos de Marca &Block, 1992.
Desenvolvimento da proposta da autora A autora pensa que não importa o motivo que leva à participação nestas “novas comunidades dinâmicas”o que é importante é que exista satisfação, que aconteça aprendizagem (ou reciclagem) e que os papéis de cada um no grupo sejam entendidos. As recomendações são: para os especialistas: variar o nível de discussão e aceder a outras listas de discussão privadas (para melhorar a sua especialização) e para os iniciantes, utilizar ferramentas simples, consultar os especialistas em privado, respeitar os protocolos, verificar as entradas para não repetir pedidos de ajuda. Este tipo de aprendizagem, embora sem respeitar, muitas vezes, um desenho instrucional, produz efeito e evoluirá com o tempo. Contudo, para que estas comunidades sejam usadas no ensino tradicional será necessária uma maior investigação.
Comentário crítico
Aproveitar a internet para criar um cenário de aprendizagem é um panorama que não podemos menosprezar uma vez que as potencialidades que a tecnologia oferece estão em franco crescimento (desenvolvimento da Web 2). O cenário de aprendizagem proposto por Lucena, baseia-se numa construção colaborativa (construtivista) do conhecimento, com a ajuda da internet. Para “desenhar” uma aprendizagem seguindo os estudos de Lucena, as tecnologias a utilizar terão de permitir interacção (um vídeo, por exemplo, não o permite). Segundo Pereira, A. (2008), são vários os autores que defendem as aprendizagem feitas em grupo como muito superiores, críticas, abrangentes, aprofundadas e enriquecedoras socialmente. Uma aprendizagem assim, onde a dimensão humana sobrepõe-se à tecnologia, não pode ter um caminho delineado à partida, o caminho é direccionado conforme as “experiências prévias … modos diferentes de ver o mundo … capacidades … interesses e de expectativas” (Pereira, A. 2008, pag. 3) do aprendente. Deverá, pois, seguir um modelo instrucional contextualizado (segundo Filatro, citado in Pereira, A, 2008, pag.3), onde o conhecimento apareça em espiral ou seja, sem etapas, sem objectivos instrucionais rígidos; as situações de aprendizagem devem ser abertas e por isso desenhadas consoante a evolução do contexto (possuindo, no entanto um objectivo consoante a formação pretendida). As situações e as actividades não poderão ser só de leitura ou resolução de exercícios; as actividades terão necessariamente de construir, com o empenho de todos os aprendizados, o conhecimento (Dillenbourg, 2003, Torres e Mariot, 2006, citado em Pereira A. pag. 5)
E como avaliar uma Comunidade Dinâmica de aprendizagem? O aprendente auto-avalia-se, a partir do feedback que lhe é dado por parte do formador (gerindo assim as suas metas e estudo realizado) e sobretudo a partir feedback entre colegas da Comunidade; isto será uma avaliação Formativa. A comunidade também poderá ser avaliada de uma forma Somativa: Será feita considerando a qualidade, a dedicação e a responsabilidade que cada interveniente teve ao realizar a tarefa.

Bibliografia:
-Pereira A. (2008), “Cenários de Aprendizagem em Elearning”, Working Paper
-Lucena, M. (1998). Comunidades dinâmicas para o aprendizado na internet”. In Revista Brasileira de Informática na Educação, Nº2.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Jovens adultos...

1). A fim de promover o desenvolvimento pessoal e social dos jovens adultos (para que a integração no mundo do trabalho se faça harmoniosamente), é necessário identificar as características e as necessidades desta faixa etária. Estamos perante uma fase onde as capacidades físicas estão em pujança (força, resistência), onde (na maioria dos casos) existe ainda uma forte dependência da esfera parental (estudam durante mais tempo), onde as vicissitudes do mundo laborar começam a exercer pressão (uma vez que a nova responsabilidade (trabalho), põe em causa as vivências anteriores) e a tomada de consciência da nova realidade ganha outra dimensão. É também uma fase em que as relações sociais são necessárias uma vez que os ciclos reprodutivos funcionam em pleno. O seu desenvolvimento (para a fase adulta), dependerá agora, não “demasiado” da parte biológica, mais sim das situações que irá vivenciar. O sucesso da fase adulta, dependerá das atitudes (acertadas ou não) ocorridas durante esta fase. É mais ponderado nas suas decisões, o seu “autoconceito” está menos negativo, comparativamente com a adolescência. Segundo Chiquering, as linhas que se traçam no desenvolvimento do jovem adulto são: ser competente; ter controlo emocional; ser autónomo; encontrar o seu “eu”; estabelecer relações com os seus pares; estabelecer valores e ideais (diferenciação); tornar-se íntegro (integração, ao seguir os valores que determinou para si). Estes “processos” visam construir a maturidade psicológica (necessária para a fase adulta), e vão redefinir e estruturar os caminhos que irão seguir.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

E-Fólio B

“Factores de risco e factores de protecção ao desenvolvimento infantil: uma revisão da área” Temas em Psicologia. 2005, vol.13, no.2 [consultado on-li

A partir da Dissertação de Mestrado (defendida em 2002), a Autora Joviane Marcondelli Dias Maia (Psicóloga; Doutoranda em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos), analisa a literatura existente sobre o tema acima em negrito. Este trabalho foi também apresentado na XXXVI Reunião Anual de Psicologia em Salvador (2006), sob a orientação da Prof. Dra. Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams (Psicológa, Doutora em Psicologia pela USP).
Sinopse
A responsabilização legal de todos os profissionais que lidam com crianças, para que denunciem casos confirmados ou suspeitos de maus tratos em crianças ou adolescentes, implica o conhecimento de todos os factores de risco associados a esses maus tratos, por um lado, e por outro do conhecimento de factores que podem atenuar ou eliminar esses mesmos riscos a fim de que não haja prejuízo no desenvolvimento infantil. Este estudo fez-se no Brasil.
“Segundo Reppold, Pacheco, Bardagi e Hutz (2002), os factores de risco são condições ou variáveis associadas à alta probabilidade de ocorrência de resultados negativos ou indesejáveis. (… ) encontram -se os comportamentos que podem comprometer a saúde, o bem-estar ou o desempenho social do indivíduo … crianças portadoras de determinados atributos biológicos e/ou sob efeito de determinadas variáveis ambientais têm maior probabilidade de apresentar distúrbio ou atraso em seu desenvolvimento … Estas variáveis são denominadas factores de risco (… ) aumentam a probabilidade de a criança desenvolver uma desordem emocional ou comportamental … podem incluir atributos biológicos e genéticos da criança e/ou da família, bem como factores da comunidade que influenciam, tanto o ambiente da criança quanto de sua respectiva família.”
[Durante séculos, acreditou-se que a criança era “um adulto em miniatura”. Os estudos sobre a infância são recentes. Uma vez reconhecida a infância como um estádio especial de desenvolvimento, traçaram-se linhas que visavam o bem-estar e a saúde das crianças, tendo em conta as suas necessidades, as suas capacidades cognitivas e psicológicas. Isto quer dizer que durante este estádio, infância, existem vários domínios que têm de ser tidos em consideração. O desenvolvimento desses vários domínios ao longo do estádio, vai provocar o crescimento e consequente passagem a outro estádio: Adolescência. A importância desse

desenvolvimento, é o motivo principal deste estudo. Uma vez que o ser humano é um ser bio-pscico-social, os estímulos recebidos do meio, também influenciam o seu desenvolvimento. Os estudos referem que uma estimulação apropriada (positiva) promove um desenvolvimento saudável, não só na infância, mais em qualquer estádio de desenvolvimento. Eis a importância de catalogar os factores que influenciam negativamente o desenvolvimento infantil e enumerar quais os factores de protecção que têm de ser observados por todos os profissionais e todos aqueles que lidam com as criança. Urge formar profissionais para estarem sensibilizados e habilitados para terem uma postura de prevenção face às situações adversas que podem surgir durante a infância. Têm de saber assinalar as fraquezas e os pontos fortes de todos os membros da família e da sociedade envolvente O sucesso de esta actuação preventiva, traduzir-se-á num futuro melhor para qualquer criança. Observar, identificar e actuar (para prevenir sobretudo)]
Os factores de risco referidos neste estudo são: violência doméstica, violência física, psicológica, negligência, exposição à violência conjugal e violência sexual. As consequências destes factores de risco são: baixa estima, baixo desempenho académico, abandono escolar, atrasos ao nível cognitivo e ao nível da linguagem, mau relacionamento social (má regulação dos afectos), perca de vínculo parental, alta probabilidade de viverem na rua e de serem presos por crimes violentos, uso de drogas, crueldade para com os animais, ansiedade, transtornos alimentares, pensamentos suicidas e falhas no desenvolvimento físico. Uma criança que assiste a cenas de violência doméstica, assimila aquilo que viu com um modelo a seguir socialmente.
Existem características na personalidade dos pais (estressores) que também são delatores de comportamentos abusivos: algum tipo de deficiência mental, utilização de drogas, pobreza, pais adolescentes, depressão e baixa auto-estima. (Hughes, Graham- Bermann e Gruber (2001)). Acrescentam-se também (segundo American Academy of Pediatrics, 2002) habilidades parentais pobres, e disfunções familiares.
[Estas situações de abuso no seio da própria família, promove à quebra de vínculos entre pais e filhos. A criança necessita de confiar para poder explorar o mundo. É esse sentimento de segurança que vai servir de pedra basilar para a sua auto-estima, a fim de que possa ser um adulto responsável. Esta interacção entre a vinculação e a separação (Modelo da Dupla Hélice in Morgado & Costa 2009, pag. 16-21) funcionando de maneira a se potenciarem mutuamente, faz com que a criança progrida e se desenvolva. O processo de vinculação, promove a separação e a consequente passagem para estádios de desenvolvimento mais complexos (ajudam a crescer)]


As características da criança também podem potenciar os maus tratos: ter menos de 5 anos, ter tido complicações no nascimento, ter um comportamento difícil, deficiências físicas e mentais. (Hughes et al (2001)) “Finalmente como factores da comunidade (… ) Hughes et al (2001) apontam para o senso da aprovação da violência pala sociedade, aprovação da punição corporal e distribuição desigual do poder dentro da família e da sociedade (… ) as famílias com características positivas podem oferecer protecção às suas crianças dos riscos da comunidade (… ) famílias de alto risco encobrem as vantagens … oferecidas por uma boa vizinhança”
Factores de Protecção ao Desenvolvimento Infantil:
Destacam-se três categorias: a) atributos disposicionais da criança (idade superior a cinco anos inteligência acima da média, bom temperamento, competência social, autonomia; estes factores podem ser chamados de Factores de Resiliência); b) característica da família, uma família funcional, reduz a influência negativa dos pares (saúde mental da mãe, qualidade do funcionamento familiar, exteriorização dos afectos, disciplina consistente, qualidade da interacção entre pais e filhos, coesão entre os membros da família); c) fontes de apoio para a família e criança (individual e institucional). (vínculos com avós, tios, vizinhos e amigos; as crenças religiosas, enraizamento cultural, forte suporte social, bons serviços de saúde).
A Psicologia Positiva é referida como forma de potenciar as emoções, as habilidades e as situações sociais positivas (democracia, famílias saudáveis). Reforçar os valores e as virtudes servem para construir a resiliência face à adversidade, e assim promover o desenvolvimento infantil.
Conclusão
Para ser capaz de dar um significado à vida, qualquer adolescente necessita de possuir vivências coerentes. A construção do eu, alicerça-se no passado vivido, nas experiência observadas e no equilíbrio entre os vários factores de desenvolvimento (cognitivos físicos e sociais), A identificação dos factores que põem em risco esse desenvolvimento e da análise dos factores que poderão servir para a sua protecção, são caminhos e veredas que têm de ser trilhados por toda a sociedade. Cabe as famílias o papel fundamental, uma vez que é nela onde se dão os primeiros passos para a sociabilidade. Segundo Wallon “o social é biológico”. O amor é a mola que impulsiona o desenvolvimento. (Morgado & Costa, 2009, pag. 34). Segundo Freud, Piaget e Erickson, é na infância que se adquirem capacidades cognitivas e sociais a fim de descobrirem o seu lugar na sociedade. Educar para os valores e respeitar os níveis de desenvolvimento de cada estádio, é construir o Ser Humano com o objectivo de viver harmoniosamente na sociedade. É esse um dos papeis da Psicologia do Desenvolvimento.


Avatar: http://www.voki.com/php/viewmessage/?chsm=71ecfb05841179e4bdaf33c2b20da429&mId=455776.


Bibliografia consultada:
- Morgado, Lina & Costa A. (2009), Texto de apoio ao tema 2
- Tavares et al. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, pág. 42-82
- Factores de risco e factores de protecção ao desenvolvimento infantil: uma revisão da área” Temas em Psicologia. 2005, vol.13, no.2 [consultado on-line em 19 de Abril 2010]; ISSN 1413-389X; http://www.sbponline.org.br/revista2/vol13n2/v13n2a03t.htm